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| A consulta pública para criação do Monumento Natural das Ilhas Cagarras, unidade de conservação Federal de proteção integral, será realizada no dia 2 de maio, quarta-feira, às 19h, no auditório da Universidade Cândido Mendes em Ipanema, localizado na Rua Joana Angélica, 63. O IBAMA está preparando um novo projeto para a criação do Monumento Natural das Cagarras, em substituição ao do Dep. Federal Fernando Gabeira. Conforme divulgou o VIVAMAR (http://www.cagarras.com.br/vivamar_1.php), o projeto original já foi reformulado e, entre outras coisas, incluiu as ilhas Redonda e Filhote da Redonda. Uma tentativa de incluir, também, a ilha Rasa falhou porque a Marinha, que mantém uma base na ilha, reclamou. Agora eles pretendem incluir também as Ilhas Tijucas. Como se sabe, há uma enorme verba internacional para criação de unidades de conservação. Mas como o projeto é baseado em estudos feitos atrás de mesas e a quilômetros de distância das ilhas, os verdadeiros vilões como os barcos de arrasto, as redes de espera e os compressores continuarão devastando nossa costa e nós não poderemos mais pescar e oferecer um alimento saudável à nossa família ou amigos. Deveremos nos contentar com alimentos produzidos com hormônios e agrotóxicos. Nós que freqüentamos as ilhas há tanto tempo e temos um bom conhecimento sobre seus habitantes e visitantes raramente somos consultados. Mas como descobrimos (não fomos convidados) esta consulta pública, devemos divulgar para o máximo de pessoas que, como nós, amam as Cagarras, a fim de obtermos um bom número de presentes, garantindo uma opinião democrática em favor da preservação e da pesca sustentável. Usando as palavras da VIVAMAR (http://www.vivamar.org.br): “Preservar é legal, proibir não”. Veja a nova Proposta de Decreto do IBAMA na íntegra em (http://www.cagarras.com.br/proposta_ibama.php. Abraços, Luiz Augusto Correia de Araujo www.cagarras.com.br | Luiz Augusto Correia de Araujo | 12/4/2007 |
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| Luizinho, Tudo que você falou está certo. Eles estão fazendo tudo isso sem pensar no aspecto social das coisas. Esqueceram dos pescadores artesanais que vivem do peixinho que pegam no dia a dia nessas ilhas, dos pescadores esportivos que usam as ilhas para o seu laser, dos milhares de empregos dos fabricantes e lojistas que dependem do comércio de material esportivo usados nessas ilhas, dos milhares de empregos dos fabricantes de embarcações, pois se as pessoas não puderem ir às ilhas do Rio para dar uma pescadinha ou um passeio, para que o barco. Se as pessoas não precisam de barcos, para que clubes náuticos e seus empregados. Tudo isso está sendo feito sem um estudo sério do que cada atividade que usa as ilhas interfere nelas. Eles dizem que o acesso às ilhas não será proibido, e que será tudo definido no plano de manejo. Para que então esse parágrafo na minuta de decreto: Parágrafo Único. Em situações especiais de mau tempo ou mar grosso, fica autorizado o fundeio de embarcações na área marítima interna da unidade, para efeito de abrigo das embarcações Para bom entendedor esse fundeio só será permitido em caso de mar grosso, nos outros dias não. Se formos depender do Plano de Manejo, vamos ficar como a Laje de Santos, onde o mar foi “loteado” entre seis operadoras de mergulho, que colocaram bóias de ancoragem lá, e mais ninguém consegue autorização do IBAMA de chegar. A VIVAMAR está coordenando um “Abraço”, com embarcações às ilhas Cagarras, no dia 01/05, às 10 horas, das pessoas e entidades contra esse projeto lesivo aos interesses da população. Só está dependendo da autorização da Marinha, para confirmar. Estarei fazendo uma palestra dia 18/04 às 21 horas, no Salão Náutico, onde além de falar de Caça Submarina, vou abrir o debate sobre o tema de criação do Monumento e o prejuízo aos esportes . Um grande abraço, | Eduardo Souto de Oliveira | 13/4/2007 |
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